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Com alta no preço da carne, rodízios sentem reflexo da pandemia

Rodízios de carne sentem reflexo da pandemia.

Com a pressão no preço das carnes, os valores dos rodízios aumentaram de agosto de 2020 até agosto de 2021. Um levantamento feito mostra que é possível encontrar variação de 148% nos restaurantes de rodízio de carnes na Região Metropolitana.

Essa variação podem ser justificáveis em virtude da quantidade de pratos, qualidade dos cortes e alimentos e localização do estabelecimento. Hoje, o valor do rodízio por pessoa custa durante a semana de R$59,90 até R$149.00, com uma variação de 148%. Nos fins de semana, o rodízio de carnes por pessoa custa de R$66.90 até R$149.00, com uma variação de 122%.

O preço médio que era de R$74.02 passou para R$83.64, um aumento de 13% para valores de segunda a sexta. Os preços médios nos finais de semana e feriado que eram de R$77.02 subiram para R$90.31, um aumento de 17.25%.

Carnes "salgam" o bolso

A pesquisa aponta ainda um comparativo de preço médio de carnes que sempre são servidas nos rodízios. O quilo da Alcatra bovina que custava em média R$34.27 subiu para R$44.00, um aumento de 28%. O quilo da Maminha bovina que custava em média R$31.21 subiu para R$41.92, um aumento de 34%.

O quilo do contrafilé bovino que custava em média R$35,37 subiu para R$45,99, um aumento de 30%. A picanha tradicional que custava em média R$45,02 subiu para R$57,43, um aumento de 27,57% no quilo.

Enquanto o lombo suíno que custava em média R$16,94 subiu para R$19,86, um aumento de 17,24%. O quilo do coraçãozinho de frango que custava em média R$20.34 subiu para R$26,74, um aumento de 31,47%.

Os aumentos dos preços das carnes bovinas e frangos continuam preocupantes para o consumidor e donos de casas de carnes. Quando comparamos os preços médios nos últimos 30 dias, tivemos aumentos de 2.57%, no quilo do Contra File que subiu de R$44.84 para R$45.99. O quilo da Alcatra subiu 1.49%, o preço médio que era de R$43.35 subiu para R$44.00.

O quilo do filé mignon subiu de R$54.44 para R$55.24, um aumento de 1.46%. No frango também tivemos aumentos, o quilo do peito resfriado subiu de R$11.22 para R$12.44, um aumento de 10.85%. O quilo de filé de peito subiu de R$15,82 para R$17.15, um aumento de 8.40%. O quilo do frango resfriado que era de R$9.81 subiu para R$10.75, um aumento de 9.59%.

Na carne suína tivemos boas quedas pelo preço médio no último mês. O quilo do lombo aparado que custava R$21.38 caiu para R$20.52, uma queda de 4%. O quilo do Pernil sem osso que custava em média R$19.49 caiu para R$18.96, uma redução de 2.72%. O quilo da Bisteca suína que era de R$19.21 caiu para R$18.92, uma redução de 1.50%.

Reflexo da pandemia

Segundo o economista, Feliciano Abreu, o aumento é um reflexo da pandemia. “O rodízio e os bares foram os principais afetados. Imagina que você tem um negócio em que seu principal produto é a carne, tirando o açougue, isso afeta diretamente o custo do rodízio. Há uma pressão de preço muito forte da carne”, observa.

Ele explica que apesar da reabertura, o aumento do preço dos produtos vai deixar os donos desses estabelecimentos na mão. “Dificulta até a vida deles, você não está vendo rodízio cheio porque as pessoas também estão sem dinheiro. Se pagar na faixa de R$ 90 um rodízio por pessoa, tem que somar ainda bebida e outros custos, como estacionamento, e isso fica caro”, afirma.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 a 28 de agosto de 2021 e foram consultados 38 açougues e 15 restaurantes na Região Metropolitana.


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