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Quando a sinaleira é o lugar do ganha-pão

Em tempos de Coronavírus, vendas entre o vai-e-vem dos carros se transformou em alternativa de renda para muitas famílias em Alvorada.

As sinaleiras do município de Alvorada, assim, como as demais cidades da região metropolitana de Porto Alegre, se tornaram pontos para artistas de ruas, vendedores e pedintes. Não é de hoje que se acompanha está situação.

Com cartazes em punho, alguns pedem por uma refeição, um trabalho, ajuda financeira ou até mesmo vendem balas ou algo que possa fornecer algum dinheiro para seu sustento. Os locais são inúmeros, na área central e ruas que fazem ligações com os bairros. A cena urbana que se tornou recorrente, revela diversos motivos que levam estas pessoas as sinaleiras em busca de ajuda.

Carros na fila são oportunidades para quem vive de vendas nas sinaleiras de Alvorada. Com a pandemia, muitas pessoas passaram a vender produtos nas sinaleiras para tentar driblar a crise. A prática não é nova, mas se intensificou com os reflexos econômicos provocados pela Covid-19. As histórias por trás dessas pessoas são muitas e envolvem desemprego, oportunidades, o sustento da família e, principalmente, a vontade de não ficar de braços cruzados esperando a pandemia passar.

Apresentação artística, ou até produtos como, doces, pães, água, panos de louça, frutas, flores e rapaduras são alguns dos produtos que a comunidade pode adquirir nas sinaleiras.

Algumas pessoas, além de vender seus produtos, trazem cartazes junto ao corpo, justificando os motivos pelos quais estão realizando as vendas, como forma de sensibilizar os motoristas, que são os principais clientes. E para vender, além do “papo de vendedor” não faltam propostas, promoções e negociações. Tudo muito rápido, com a maior agilidade, para garantir a venda, antes do sinal verde chegar.

A história de vida de cada herói dos semáforos

O vendedor ambulante Eduardo de Souza, 53 anos, morador do bairro Sumaré, casado e pai de 5 filhos, trabalha a 10 anos em sinaleiras, para vender seu produto. Ele chega as 9 horas da manhã para vender seus panos de louça e encerra suas atividades por volta das 20h30. Segundo Souza, ele ganha cerca de R$ 300,00 por semana, vendendo seus panos pelo valor de 6 peças por R$ 10,00, na sinaleira da Martim Lutero, próximo a Carlesso Materiais de Construção.

Casal Com um grande sorriso no rosto, Luana vende 50 trufas por dia na sinaleira da parada 41 de Alvorada, e fala com carinho dos clientes que já conquistou neste período. “Em meio à pandemia muitas pessoas têm receio de comprar. Pegam as trufas na pontinha dos dedos. Mas estamos de máscara, tomamos todos os cuidados e estou feliz por já termos clientes que preferem comprar conosco.” Para o casal, o trabalho na sinaleira veio em boa hora, já que ambos estavam desempregados e têm um bebê de 2 anos.

Na sinaleira da Avenida Presidente Getúlio Vargas, quase esquina Fernando Ferrari, nossa reportagem encontrou o vendedor de Torrones, Jeverson Orgo, 38 anos, que trabalha a mais de 18 anos em sinaleiras. Segundo o relato do vendedor ambulante, o trabalho digno e a necessidade de vender seus produtos, são para alimentar seus 4 filhos, e buscar melhorias para a sua família. O homem trabalha neste ponto há 5 meses, das 8h da manhã as 20h diariamente. Seus ganhos ficam próximo de um salário mínimo por mês. Morador do bairro Nova Americana, disse que quando iniciou este trabalho vendia suporte para carregadores, mas com o aumento do produto, teve que usar a criatividade e buscar um produto mais acessível, com uma margem de lucro melhor, resume.

 
Jornal de Alvorada