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Variantes do coronavírus avançam no sul do Brasil e precisam de cuidados específicos

Rio Grande do Sul já registrou casos da variante Delta e recentemente da variante Lambda.

A variante Delta do coronavírus já está presente em 12 estados e no Distrito Federal e a variante Lambda, originária do Peru já está presente no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Estudos divulgados pelo governo britânico apontam que a variante Delta é 40% mais transmissível que as outras cepas. Outros levantamentos alertam que a Delta pode gerar uma carga viral 1.260 vezes maior do que o coronavírus original. Além disso, a nova cepa pode ser mais discreta que as demais: seus sintomas se assemelham a de um resfriado, não ocorrendo a perda de olfato e paladar como acontecia com as variantes Alfa, Beta e Gama.

No caso da variante Lambda, que surgiu no Peru no final de 2020, ainda há poucos estudos, porém não há dúvidas sobre a velocidade com que ela tem se propagado em diversos países da América do Sul, como o Chile e a Argentina. No Peru, ela foi responsável pela segunda onda da doença e hoje é responsável por 90% das contaminações no país. Seus sintomas são parecidos com a das variantes Alfa, Beta e Gama, com perda de paladar, olfato, coriza, tosse e febre, mas com o agravante de alguns problemas intestinais, como destaca estudos do Laboratório de Genômica Microbiana do Peru.

A biomédica Emiliana Claro Avila, professora do curso de Biomedicina da Anhanguera Pelotas, explica que com o avanço das variantes, é necessário aumentar a cobertura vacinal e continuar mantendo as medidas de prevenção, pois isso pode evitar a proliferação da nova cepa. "A vacinação é de extrema necessidade para barrar o avanço da doença e o surgimento de novas cepas. O Brasil utiliza na sua campanha de imunização quatro tipos de imunizantes, todos foram testados, tiveram a sua segurança comprovada e salvam vidas", diz a professora.


Cuidados com a nova cepa

Os cuidados também precisam ser redobrados. Segundo a especialista, o uso de álcool gel, o distanciamento e o uso das máscaras continuam sendo fundamentais para evitar o contágio. "Enquanto não atingimos a imunidade com a vacinação, é necessário manter os cuidados, principalmente com o uso das máscaras. O recomendado é que sejam utilizados os modelos N95/PFF2, pois elas são mais adequadas para conter a transmissão das novas variantes. Temos visto muitas pessoas utilizando máscaras sem barreira eficiente, isso faz com que a proteção caia em até 40%".

Variantes pelo Brasil

O Ministério da Saúde informou que até o momento foram registrados 570 casos da variante Delta no Brasil, o que resultou em 25 óbitos. Já a variante Lambda registrou 4 casos e um óbito.


Sobre a Anhanguera

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